A natureza dos sistemas de busca está evoluindo tão rapidamente que nem o Google pode se dar ao luxo de descansar em seus louros.

A frase de efeito para o filme Tubarão 2 era: “Quando você achava que era seguro voltar para água…”. No filme os cidadãos da Ilha Amity aprenderam que, ao se livrar de um grande tubarão branco três anos antes, não poderiam se dar ao luxo de serem complacentes com a besta. Acostumados a viver sem a ameaça do tubarão monstro, levou um bom tempo para que eles notassem seu retorno.

Já faz mais de dez anos desde que o Google chegou à cidade, e não foi o primeiro mecanismo de busca – esta honra vai para o Archie, criado em 1990,  que nem foi o primeiro a aplicar o modelo de leilão nos sistemas de buscas – O Overture obteve um sucesso estrondoso tomando uma postura de risco, vendendo a pesquisa na internet com o preço baseado no número de cliques para os anunciantes famintos.

O Google, no entanto, foi o primeiro a fazer com que os cliques fossem parte do seu modelo de anuncio/preço, certificando-se que os anunciantes comprassem apenas palavras-chaves relevantes, assim os consumidores receberiam apenas anúncios relevantes. Isto também revelou o ótimo truque de prover um serviço por meio de parceiros de distribuição, enquanto criava um canal direto entre a marca e o consumidor sem alienar os parceiros. Isto elevou o Google para o topo dos mecanismos de busca.

No Reino Unido, Google controla mais de 90% do seguimento de buscas, enquanto nos Estados Unidos chega a 70% do total. Tudo isso cria um falso cenário de estabilidade no mercado de buscas online – aonde os recursos e habilidades desenvolvidos poderiam ser consistentemente aplicados a um mercado em expansão. Na realidade, o negócio de buscas está passando por uma revolução em várias frentes, alguns que perdem a posição do jogador dominante, e várias outras que fornecem oportunidades e ameaças à capacidade de explorar o mercado online pelos marketeiros.

No que pode ser chamado de mecanismo de busca “clássico”, a fusão dos buscadores Bing e Yahoo! oferece uma oportunidade de acelerar o calmo crescimento da Microsoft em relação a tirar uma parte do mercado do líder Google. No entanto o competidor que mais cresce é o Facebook, onde as atividades de buscas cresceram 56% em 2009. Mídias sociais não estão só corroendo a base tradicional da procura online, estão criando um comportamento alternativo.

O sistema de ranking de páginas do Google é, em sua essência, uma ferramenta social, uma vez que ele depende parcialmente das opiniões e ações de milhões de pessoas na nas conexões com os sites; mas isto é indireto. A habilidade das pessoas perguntarem a seus amigos sobre produtos e serviços significa que eles estão tocando diretamente no gráfico social para conseguir suas recomendações que são pessoais e, potencialmente mais influenciadoras.

O Facebook tem ganhado imensamente com o crescimento no número de smartphones, mas nem perto do que ganha o Google. O sistema operacional móvel Android está posicionado para ultrapassar o iOS da Apple em meses, e, não importando o que Steve Jobs pensa, está dando ao Google uma forte posição entre os mecanismos de buscas móveis, aonde o mercado compartilha de mais de 98% – em um setor que cresceu 500% nos dois últimos anos.

O terceiro vetor de mudança é a busca em tempo real. Impulsionado pela constante atualização, natural do conteúdo produzido pelo usuário, como acontece no Facebook, Twitter e Foursquare, A rede mudou de um modelo estático e razoável de publicações para um estado dinâmico e contínuo.

Os mecanismos de busca estão respondendo e mudando de um modelo de indexação periódica de sites, para selecionar partes especificas deles e fornecer buscas mais imediatas e precisas.

Busca social, busca móvel, busca em tempo real. Todas estão mudando a natureza do que significa a busca para as marcas. Se nós estamos felizes como se encontra os meios de busca agora, todos nós fazemos bem em lembrar a segunda frase de efeito de Tubarão 2: “Chegando antes do que você imagina”.

Andrew Walmsley é um pluralista digital.

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Link da matéria original publicada no Marketing Magazine.

E é isto pessoal, mais um post interessante trazido pela equipe Verticis para vocês.

Espero que gostem.

Tradução: Vítor Augusto Ribeiro